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Traição

Agosto 4, 2009
 

 

 

Embora existam diversos tipos de traição, a da pessoa amada, segundo relatos, é a mais difícil de ser superada. Foto: oglobo. com

Embora existam diversos tipos de traição, a da pessoa amada, segundo relatos, é a mais difícil de ser superada. Foto: oglobo. com

 

 

Por Fabrício Fernandes de Jesus

“A dor de uma traição é sempre difícil de ser superada. Aquele aperto no peito insuportável parece que nunca vai passar. Inúmeras são as pessoas que já passaram pela experiência de serem traídas. Embora existam diversos tipos de traição – entre amigos, na família ou no amor –, a da pessoa amada, segundo relatos, é a mais difícil de ser superada”, diz  Letícia Namorato, em publicação

Nessa sexta-feira o Globo Repórter resolveu não falar sobre plantas medicinais nem como a alimentação influencia na vida da alguém. Nada contra esse tipo de assunto, pelo contrário, considero sensacional. Contudo, Sérgio Chapelin e sua equipe fizeram um ótimo trabalho de pesquisa e aprofundaram um assunto que todos já se flagraram pensando: Traição. Você já foi vítima de uma traição? Não existem um “caminho das pedras”   para encontrar tal resposta, portanto, ao ler o texto abaixo, é possível que passe a enxergar o assunto de forma mais clara e abrangente.  

No dia seguinte, após o noticiário na televisão, por vários cantos da cidade se ouvia comentários a respeito do assunto. Ah quem diga: “Quem nunca traiu que atire a primeira pedra”. De tal forma, falar sobre traição é um campo minado que varia através concepção de cada um. Discutir esse tema requer cautela e profunda análise de cada fato, considerando os laços culturais, religiosos e de tradicionais dos envolvidos.

Sabiamente, a socióloga e sexóloga com especialização em terapia individual e de casais, Maria Helena Matarazzo, publicou em seu livro – Amar é preciso – uma profunda análise sobre relacionamentos e apresentou de forma aberta e sem preconceitos maneiras de enfrentar os problemas que aflige os casais.  

Confira abaixo um trecho do livro:

(…) A busca do prazer sexual representa apenas uma pequena parte da motivação que leva ao comportamento adultéro. O mais comum é que várias motivações diferentes se manifestam na mesma pessoa. Tudo depende do próprio indivíduo e de seu tipo básico de personalidade. Todos nos conhecemos homens e mulheres que são essencialmente monogâmicos. Outros já não são assim. A história de vida de cada um, os códigos morais ou religioso aprendidos, as proibições internalizadas, a história do próprio pai, da própria mãe acabam determinando a propensão para a fidelidade ou para a infidelidade.

Como explica Michael A. Corey em seu livro Adultério – Por que os homens traem, seja qual for a tendência de cada um, é certo que existem uma grande diferença na maneira como os homens e as mulheres vêem a relação extraconjugal. Enquanto a maior parte das mulheres tente a considerar o sexo como aspecto do amor e da intimidade emocional, os homens não vêem dessa forma. Muitos consideram-no simplesmente uma diversão. Por isso não se sentem não culpados em relação ao adultério quanto as mulheres – eles não acham que seu comportamento sexual não-emocional seja uma séria ameaça ao casamento. A grande maioria dos homens é infiel principalmente por estar em busca de diversão, e não amor (porque deveria sentir remoço? Ainda amo minha mulher do mesmo jeito. Só quero me divertir de vez em quando).

As mulheres, por seu lado, tendem a interpretar o sexo e o amor como sinônimos, de modo que automaticamente consideram um ato de adultério como uma séria transgressão e, muitas vezes, como uma ameaça praticamente da morte contra o casamento.

Ao lado disso, e mais importante ainda, é o fato de que, independentemente de quantas vezes o homem se envolva na relação sexual, ele jamais corre o risco de engravidar. Portanto, pode ter uma atitude mais leviana e indiscriminada em seu comportamento sexual. As mulheres arriscam-se a uma total mudança em suas vidas toda vez que se envolvem no sexo desprotegido. Assim, o simples fato de o homem não poder engravidar parece ser uma causa biológica da infidelidade masculina – os riscos são infinitamente menores para eles do que para as mulheres. (…)

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