
TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO
Agosto 31, 2009TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO
“O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE”.

Invisibilidade Social
“Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível”.
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da ‘invisibilidade pública’. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.
Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são ‘seres invisíveis, sem nome’. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da ‘invisibilidade pública’, ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:
“Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência’, explica o pesquisador”.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. ‘Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão, diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?’ E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando – professor meu – até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma ‘COISA’.
*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!
Respeito: passe adiante!
Obs.: Esse texto roda pela internet, de e-mail para e-mail.

Traição
Agosto 4, 2009

Embora existam diversos tipos de traição, a da pessoa amada, segundo relatos, é a mais difícil de ser superada. Foto: oglobo. com
Por Fabrício Fernandes de Jesus
“A dor de uma traição é sempre difícil de ser superada. Aquele aperto no peito insuportável parece que nunca vai passar. Inúmeras são as pessoas que já passaram pela experiência de serem traídas. Embora existam diversos tipos de traição – entre amigos, na família ou no amor –, a da pessoa amada, segundo relatos, é a mais difícil de ser superada”, diz Letícia Namorato, em publicação
Nessa sexta-feira o Globo Repórter resolveu não falar sobre plantas medicinais nem como a alimentação influencia na vida da alguém. Nada contra esse tipo de assunto, pelo contrário, considero sensacional. Contudo, Sérgio Chapelin e sua equipe fizeram um ótimo trabalho de pesquisa e aprofundaram um assunto que todos já se flagraram pensando: Traição. Você já foi vítima de uma traição? Não existem um “caminho das pedras” para encontrar tal resposta, portanto, ao ler o texto abaixo, é possível que passe a enxergar o assunto de forma mais clara e abrangente.
No dia seguinte, após o noticiário na televisão, por vários cantos da cidade se ouvia comentários a respeito do assunto. Ah quem diga: “Quem nunca traiu que atire a primeira pedra”. De tal forma, falar sobre traição é um campo minado que varia através concepção de cada um. Discutir esse tema requer cautela e profunda análise de cada fato, considerando os laços culturais, religiosos e de tradicionais dos envolvidos.
Sabiamente, a socióloga e sexóloga com especialização em terapia individual e de casais, Maria Helena Matarazzo, publicou em seu livro – Amar é preciso – uma profunda análise sobre relacionamentos e apresentou de forma aberta e sem preconceitos maneiras de enfrentar os problemas que aflige os casais.
Confira abaixo um trecho do livro:
(…) A busca do prazer sexual representa apenas uma pequena parte da motivação que leva ao comportamento adultéro. O mais comum é que várias motivações diferentes se manifestam na mesma pessoa. Tudo depende do próprio indivíduo e de seu tipo básico de personalidade. Todos nos conhecemos homens e mulheres que são essencialmente monogâmicos. Outros já não são assim. A história de vida de cada um, os códigos morais ou religioso aprendidos, as proibições internalizadas, a história do próprio pai, da própria mãe acabam determinando a propensão para a fidelidade ou para a infidelidade.
Como explica Michael A. Corey em seu livro Adultério – Por que os homens traem, seja qual for a tendência de cada um, é certo que existem uma grande diferença na maneira como os homens e as mulheres vêem a relação extraconjugal. Enquanto a maior parte das mulheres tente a considerar o sexo como aspecto do amor e da intimidade emocional, os homens não vêem dessa forma. Muitos consideram-no simplesmente uma diversão. Por isso não se sentem não culpados em relação ao adultério quanto as mulheres – eles não acham que seu comportamento sexual não-emocional seja uma séria ameaça ao casamento. A grande maioria dos homens é infiel principalmente por estar em busca de diversão, e não amor (porque deveria sentir remoço? Ainda amo minha mulher do mesmo jeito. Só quero me divertir de vez em quando).
As mulheres, por seu lado, tendem a interpretar o sexo e o amor como sinônimos, de modo que automaticamente consideram um ato de adultério como uma séria transgressão e, muitas vezes, como uma ameaça praticamente da morte contra o casamento.
Ao lado disso, e mais importante ainda, é o fato de que, independentemente de quantas vezes o homem se envolva na relação sexual, ele jamais corre o risco de engravidar. Portanto, pode ter uma atitude mais leviana e indiscriminada em seu comportamento sexual. As mulheres arriscam-se a uma total mudança em suas vidas toda vez que se envolvem no sexo desprotegido. Assim, o simples fato de o homem não poder engravidar parece ser uma causa biológica da infidelidade masculina – os riscos são infinitamente menores para eles do que para as mulheres. (…)

Ele deu a volta por cima, diz revista Veja
Julho 29, 2009Um contrato feito pelo GDF através da Secretaria de Educação do DF com a Editora Abril no valor de R$ 442 mil, sem licitação, garante a distribuição da revista VEJA nas salas de aula das escolas públicas do Distrito Federal.
Com isso, na edição dessa semana, a Veja publicou em suas páginas mais valorizadas, uma entrevista demasiadamente elogiosa à Arruda.
Veja algumas opiniões a respeito da revista:
Repórter Wemerson Santos, 20 anos – “Acho uma revista chata. Não tem nada que me interessa nela no sentido intelectivo. Percebi depois de um tempo que a revista não tem credibilidade”, opina o repórter Wemerson Santos.
Jornalista Giselle Guedes, 22 anos – “Tenho respeito pelo trabalho que a Veja faz. Acho que de vez em quando ela tem matérias coerentes. Na verdade prefiro ler os jornais diários”.

Arruda e revista Veja